No instante em que nascemos, a missão pela qual somos encarregados é o de procriar a face da Terra - assim diz a Bíblia. Entretanto, neste mundo moderno e em constante evolução a qual vivemos permite com que possamos observar que nossa missão tem mudado de foco. Ironicamente ou não, para muitos não seria surpresa se afirmássemos que o nosso atual objetivo consiste na produção massiva de capital e o seu consumo máximo.
A partir do momento que um casal concede uma criança ao mundo, a sua preocupação primordial é com o seu futuro financeiro. Na qual a escolha de uma boa escola servirá não para o bom desenvolvimento do intelecto da criança, e sim para que ele consiga passar no concorridíssimo vestibular e seguir uma boa carreira. Mas esse anseio por status e uma boa carreira advém da forma pela qual o mercado impõe à sociedade.
Assim que a indústria e a produção em série surgiram, a economia que passa a reger o mundo é a capitalista - a pessoa vê-se obrigada a consumir aquele mesmo produto que os demais estão usando. Caso contrário, ela será rotulada como ‘atrasada. De acordo com os slides apresentado na aula de ‘Mídia e Poder’, explica-se que aquele que for contra é porque tem uma proposta diferente: “os que sonham com uma sociedade civil internacional constituída de cidadãos livres oriundos das mais variadas culturas.
Um produto que antes podia ser considerado como um artesanato, na qual era produzido por apenas uma pessoa, levava um tempo precioso, tinha um excelente acabamento e cada pessoa ou objeto utilizado tinha uma personalidade própria. Ao contrário do que se é visto atualmente, onde boa parte das mulheres quer ter um acessório igual ao da mocinha da novela das oito. Sendo assim, o trabalho em série cresce, as máquinas passam a substituir o trabalho braçal e, conseqüentemente, a tecnologia avança para trazer comodidade ao ser humano. Será?!
Os avanços tecnológicos proporcionaram que o tempo se tornasse cada vez mais curto para o ser humano. Um fator que, na realidade, tinha como objetivo inicial de facilitar a vida do homem acabou ocorrendo o contrário.
Tais avanços estão co-relacionados à era da imagem, na qual vivenciamos. A exemplo de displays de alta-definição que podem ocupar a parede da sua sala ou a tela do seu celular fazem a cabeça das pessoas. Com isso, a necessidade de que cada momento seja fotografado ou filmado contribui para que o real sentido de uma fotografia perca-se.
É fato que a primeira interface do homem tenha sido o seu próprio reflexo n'água, de acordo com o Prof. Dr. Walter Teixeira, e assim explica-se esse desejo inconsciente que o ser humano tem de estar na frente de uma lente fotográfica. Entretanto, essas câmeras digitais popularizaram o uso da imagem e a tornaram tão massiva e óbvia.
No passado, a fotografia era como um quadro. Um objeto que era mostrado a todos os entes queridos e remetia-lhes lembranças e histórias que eram-lhes contadas. Atualmente, um site de relacionamento disponibiliza ao seu usuário uma postagem de até 10 mil fotos. A partir daí, surgem problemas de exposição demasiada de uma imagem ou de invasão de privacidade.
Por conta disso é que rotulamos a atual era a qual vivemos como a 'Era da Imagem'. A mídia e o marketing têm as usado muito para a sua divulgação de informação e produto. Afinal, já diria um velho ditado que uma boa imagem pode valer mais do que mil palavras.
Nos slides sobre o 'Jornalismo Hoje', apresentado nas aulas de Mídia e Poder, ele explica que a mídia está classificada como o quarto poder. Essa expressão foi criada para qualificar, de modo livre, o poder que a mídia ou o jornalismo possui em alusão aos outros três poderes típicos do Estado democrático (Legislativo, Executivo e Judiciário). No entanto, como o seu poder de persuasão e de manipulação perante à sociedade tem se mostrado cada vez mais forte, por isso que o autor Ignácio Ramonet afirma que a mídia já se encontra no segundo poder.
A exemplo dos paparazzi o que a meu ver não pode ser chamado de jornalismo, mas são peças fundamentais da "mídia negra". Onde a imagem é sua principal fonte para comprovar tal afirmação e levando pessoa à beira da loucura por serem seguidas quase 24 horas do seu dia.
Apesar de ser caracterizada como mau caráter, a 'mídia negra' possui ótimas vendas e faz esse mercado crescer cada vez mais em todo mundo. Você já parou para contar quantos sites ou revistas de fofocas circulam por aí?! Sendo assim, fica evidente que a maior culpada desse sucesso somos nós leitores. Esses mesmos que absorvem tudo que é publicado por aí e as aceita do jeito que são impostas por nós.
Culpa dos leitores, da mídia ou da formação educacional imposta na sociedade?! A verdade que todos os três estão ligadas, na qual um sistema de espiral do silêncio é usada por nós.
Nesse sistema, a sociedade acredita que o professor, o jornalista ou qualquer outro soberano é detentor da verdade. Porém, a melhor forma de se obter conhecimento é obtendo a troca de informações entre todos os presentes. Afinal, cada um possui sua opinião e carga de conhecimento sobre determinado tema que pode enriquecer uma conversa.
A Internet é um meio que tem todas as ferramentas para quebrar esse sistema. O blog, por exemplo, é uma ferramenta midiática que tem um futuro promissor e pode quebrar essa rigidez a qual o nosso jornalismo se encontra. Num formato de um diário, o blog permite que qualquer pessoa comente sobre qualquer tema ou divulgue qualquer informação e, além disso, fotos, vídeos e comentários de visitantes são possíveis de serem utilizados.
Outro ponto a se destacar é o mundo publicitário e das marcas que vem fazendo, literalmente, a cabeça da sociedade. Os objetos em si não são mais o desejo de consumo do ser humano, na realidade são as marcas que as rotulam.
A Adidas, por exemplo, contrata fábricas terciárias em países mais pobres, onde a mão de obra é mais barata. Com o produto já feito só basta colocar a marca por cima e pagar um preço exorbitante. Mas esse valor corresponde ao produto?! É claro que não, na realidade o seu material é tão parecido como tantas outras que são vendidas em outras lojas. No entanto, o preço estipulado advém pela marca Adidas que o objeto carrega e fará da pessoa que a usar ter respeito e status perante as outras que não a usarem.
Em mais um dos slides apresentados na aula de Mídia e Poder, observa-se que a MARCA É MAIS QUE PRODUTO. Na qual empresas entram no negócio das idéias e saem do negócio dos produtos: ato de produção e as pessoas que produzem interessam menos na hierarquia econômica.
Prova disso é o Google que vem desbancando grandes marcas, a exemplo da Coca-Cola, há uns dois anos atrás, onde ela é hoje a marca mais valiosa do mundo. E na realidade, o Google é apenas um serviço de busca na Internet e que, aos poucos, foi comprando alguns serviços nesse mesmo meio e colecionando uma gama de usuários e publicidades. Sendo assim, surgem alguns problemas, como:
• Perda do espaço público; privatização de todos os espaços da vida. • Guerras comerciais mais ferozes giram hoje em torno da propriedade intelectual. • Copyright é hoje a maior exportação isolada dos Estados Unidos, superando os artigos manufaturados, a agricultura e as armas.
Por fim, fica claro que cada observação feita até advém de um ponto de vista de cada ser humano. Entretanto, cada um segue com a idéia fixa de querer entender 100% sobre um fato, onde na realidade a certeza absoluta não existe.
Por isso, ao invés de querermos consumir tudo aquilo que a mídia traz aos nossos olhos nós não tentamos compreendê-la. E assim as pessoas passariam a captar melhor um fato ocorrido ao nosso dia-dia e não permitiríamos que erros semelhantes na política ou na economia acontecessem quase anualmente.
Além disso, seria papel do jornalista também de tentar compreender melhor um fato. Porém, o corre-corre numa redação não o permite colher as mais diferentes fontes sobre um tema ou até mesmo, o dono do jornal impõem que o fato só seja abordado por uma óptica, já que é de seu interesse.
E assim, a mídia acaba por desinformar mais do que informar o seu leitor. Dessa forma, devemos ser a favor e contra pelos mesmos tópicos defendidos e discutido em sala de aula.
CONTRA: O dogmatismo A idéia de causa e efeito O reducionismo O pensamento da certeza O racionalismo
A FAVOR: Da complexidade Da compreensão Da idéia de saberes plurais Da ética: o para quê