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Observatório da Imprensa
Por Luiz Antonio Magalhães em 2/4/2008
O episódio da morte da menina Isabella Oliveira Nardoni, de 5 anos, que está comovendo o país, e é um desses casos policiais repletos de mistérios e que pode até ter um final surpreendente. A partir da história contada pelo pai e pela madrasta da menina à polícia, as suspeitas se voltaram justamente contra o casal, especialmente o pai: segundo o relato, ele teria subido para o apartamento com Isabella já adormecida, colocado ela na cama, trancado a porta e retornado para a garagem a fim de ajudar sua mulher a subir com os dois filhos do casal, meio-irmãos da garota. Quando enfim os dois voltaram ao apartamento com as crianças, a porta estaria aberta, a luz do quarto dos irmãos de Isabella acesa, e a rede de proteção, cortada. Por ali a menina teria sido jogada para a morte.
Uma série de indícios, porém, colocaram em xeque a versão do pai e da madrasta: havia vestígios de sangue no apartamento, Isabella parece ter morrido por asfixia e quebrou apenas um pulso na queda. Há também o relato de vizinhos que teriam ouvido a menina gritar "Pára, pai! Pára, pai!". Tudo isto deu motivo para que uma delegada que acompanha o caso tenha chamado o pai de Isabella de assassino na saída do depoimento à polícia. Segundo informação publicada nos jornais, há entre os investigadores quem acredite que Isabella sequer foi jogada pela janela.
A soma dos indícios sem dúvida pode levar o público a desconfiar da história contada pelo pai e pela madrasta da criança morta, mas não pode de maneira alguma permitir que os responsáveis pela publicação das reportagens sobre o caso tratem o casal como culpados ou mesmo suspeitos em um momento tão inicial das investigações.
Para ler o texto na íntegra, acesse o link abaixo:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=479IMQ005
O texto me chamou muita atenção, primeiramente, porque o fato da Escola Base foi um tema discutido entre os integrantes do meu grupo do mini-seminário e, além disso, o caso da Isabella chocou o país e tem causado inúmeras discussões.
O interessante é que por conta da mídia, o Orkut já disponibiliza inúmeras comunidades de discussão, revolta e pêsames sobre a menina. Um bom exemplo disso é que em um dos tópicos sobre as cartas do pai e da madrasta divulgados na imprensa, nenhuma pessoa se mostrou solidária a eles e ainda afirmam serem falsas as palavras redigidas nela.
Não vou pôr a minha opinião sobre quem é culpado ou não, eu prefiro aguardar o desenrolar da história. Mas como o próprio autor do texto disse, a mídia tem influenciado a população sobre o caso e tem jogado a culpa, indiretamente, no pai da menina sem antes saber se ele é o verdadeiro culpado do crime ou não.

criado por Helô
13:47:06