Os avanços tecnológicos proporcionaram que o tempo se tornasse cada vez mais curto para o ser humano. Um fator que, na realidade, tinha como objetivo inicial de facilitar a vida do homem acabou ocorrendo o contrário.
Tais avanços estão co-relacionados à era da imagem, na qual vivenciamos. A exemplo de displays de alta-definição que podem ocupar a parede da sua sala ou a tela do seu celular fazem a cabeça das pessoas. Com isso, a necessidade de que cada momento seja fotografado ou filmado contribui para que o real sentido de uma fotografia perca-se.
É fato que a primeira interface do homem tenha sido o seu próprio reflexo n'água, de acordo com o Prof. Dr. Walter Teixeira, e assim explica-se esse desejo inconsciente que o ser humano tem de estar na frente de uma lente fotográfica. Entretanto, essas câmeras digitais popularizaram o uso da imagem e a tornaram tão massiva e óbvia.
No passado, a fotografia era como um quadro. Um objeto que era mostrado a todos os entes queridos e remetia-lhes lembranças e histórias que eram-lhes contadas. Atualmente, um site de relacionamento disponibiliza ao seu usuário uma postagem de até 10 mil fotos. A partir daí, surgem problemas de exposição demasiada de uma imagem ou de invasão de privacidade.
Por conta disso é que rotulamos a atual era a qual vivemos como a 'Era da Imagem'. A mídia e o marketing têm as usado muito para a sua divulgação de informação e produto. Afinal, já diria um velho ditado que uma boa imagem pode valer mais do que mil palavras.