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Na última aula falamos sobre “A era da imagem”, “Carpe Diem”, “A luta contra o tempo” e o “Medo do Vazio”. Temas que a meu ver, têm sido pano de fundo para muitos debates e questionamentos interiores do ser humano. Contudo, o tema Tempus Fugit (em latim, o tempo passa cada vez mais rápido) me fez recordar a minha mudança de São Paulo para Aracaju.
Pois bem, eu que vim da menor capital do Brasil conseguia ter mais tempo livre e de descanso. Um dia, consistido em 24 horas, me permitia trabalhar, estudar e ter (ainda por cima) um trabalho voluntário, sem contar que meus finais-de-semana sempre eram dedicados ao lazer. E por incrível que pareça, eu conseguia dormir por 8 horas interruptas.
Ao chegar a Sampa, eu vi minhas 24 horas passarem como mágica. Olha que eu nem tenho um emprego fixo ainda! Por exemplo, em dias de aula na Cásper eu tenho que sair de casa às 16h30 para poder pegar um trem relativamente tranqüilo. Com isso, entre três baldiações e mais alguns metros de caminhada, eu levo entre 45 min à 1h para chegar à faculdade. Claro que eu chego hiper cedo na Paulista, mas se eu for sair na hora aí eu corro o risco de ser esmagada, triturada e atropelada por uma “boiada” de pessoas nas estações de metrô. Isso é uma loucura!!!
Aí você leitor vem me falar das dimensões populacionais e de área entre as duas cidades, e virá me dizer que tudo isso é compreensível. Tudo bem, eu concordo. Mas incompreensível, para mim, é uma pessoa não lhe dar um bom dia num elevador, não abrir a porta pra ti, não esperar os outros saírem de um elevador ou trem primeiro e/ou nem sequer te olhar nos olhos. Na minha cidade, ao menos, as pessoas eram mais solidárias e humanitárias; e quando questionei (assim que cheguei) essa falta de educação das pessoas, muitos me respondiam que a causa era a falta de tempo.
Meu Deus! Será que um simples “bom dia” fará com que você perca tanto tempo assim? Acredito e espero que não. De qualquer forma, essa mudança sentida ao chegar aqui me fez ser mais observadora e gentil nas ruas. Independente de ser ou não cumprimentada, eu insisto em dar meu bom dia às pessoas, pois essa cultura que eu carrego de minha terra natal eu insisto em não perdê-la. Quem sabe, um pequeno grãozinho não começa a fazer diferença?!
criado por Helô
13:01:41